Etnografia no Virtual
um olhar antropológico na WEBArquivo para Deleuze
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“A tribo-raça só existe no nível de uma raça oprimida, e em nome de uma opressão que ela sofre: só existe raça inferior, minoritária, não existe raça dominante, uma raça não se define por sua pureza, mas, ao contrário, pela impureza que um sistema de dominação lhe confere. Bastardo e mestiço são os verdadeiros nomes da raça.”
Deleuze e Guattari, Mille Plateaux, 1980, p. 470 – vol. 5, p. 50, da edição brasileira
Gilles Deleuze
Um roteiro de fontes:
Um dossiê digital aqui. A webdeleuze também é repleta de textos. Estudiosos do autor disponibilizaram farto material nesta URL.
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Um rizoma não começa e nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança. A árvore impõe o verbo “ser”, mas o rizoma tem como tecido a conjunção “e…e…e…” É que o meio não é uma média; ao contrário, é o lugar onde as coisas adquirem velocidade. Entre as coisas não designa uma correlação localizável que vai de uma para outra e reciprocamente, mas uma direção perpendicular, um movimento transversal que as carrega uma e outra, riacho sem início nem fim, que rói suas duras margens e adquire velocidade no meio…
DELEUZE, G. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro : Editora 34, 1995, pp.37
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Gilles Deleuze e Félix Guattari, Mil Platôs(vol.5, cap.15: Regras Concretas e Máquinas Abstratas).São Paulo, Ed.34, 1997; p.221.
