Etnografia no Virtual

um olhar antropológico na WEB

Arquivo para maio, 2007

Race In/For Cyberspace: Identity Tourism and Racial Passing on the Internet

O texto aqui. Outro artigo, “Keeping it (Virtually) Real: The Discourse of Cyberspace as an Object of Knowledge”, nesta URL. E-mail da pesquisadora.

SELECTED PUBLICATIONS
Books:
Cybertypes: Race, Ethnicity, and Identity on the Internet. New York and London: Routledge, 2002.
Race In Cyberspace. [Edited, with Beth Kolko and Gilbert Rodman] New York and London: Routledge, 2000.

Book Chapters:
“Race” in The Internet and American Life, Ed. Phil Howard and Steve Jones, Thousand Oaks and London: Sage Press, forthcoming 2002.
“Remastering the Internet: the Work of Race in the Age of Mechanical Reproduction,” in Archaeology of Multi-media, Ed. Wendy Chun, New York: Routledge, forthcoming 2002.
“Race in the Construct, or the Construction of Race: New Media and Old Identities in The Matrix” in Domain Errors! A Cyberfeminist Handbook of Tactics, Eds. Michelle Wright, Maria Fernandez, and Faith Wilding, New York: Autonomedia Press, forthcoming 2002.
“After/Images of Identity: Gender, Technology, and Identity Politics” in Reload: Rethinking Woman + Culture, Eds. Austin Booth and Mary Flanagan, Cambridge: MIT Press, 2002.
“Race” in Unspun: Key Terms for the World Wide Web and Culture, Ed. Thomas Swiss, New York: New York University Press, 2001.
“Race In/For Cyberspace: Identity Tourism on the Internet” in The Cybercultures Reader, Ed. David Bell, New York and London: Routledge Press, 2000 and in CyberReader, 2nd edition, Ed. Victor Vitanza, New York: Allyn and Bacon,1999.
“‘Where Do You Want to Go Today?'” Cybernetic Tourism, the Internet, and Transnationality” in Race In Cyberspace. [Edited, with Beth Kolko and Gilbert Rodman] New York and London: Routledge, 1999.

Fontes: Antonio Sérgio Alfredo Guimarães

Direto do Programa de Pesquisa, Ensino e Extensão em Relações Étnicas e Raciais,
este texto é maravilhoso. E-mail do autor.

Texo da Folha:

O Brasil é um país racista?
SIM

O racismo como conseqüência

ANTONIO SÉRGIO ALFREDO GUIMARÃES

EM 1998 , Pierre Bourdieu e Loïc Wacquant se perguntavam, em famoso libelo contra o imperialismo cultural norte-americano: “Quando será publicado um livro intitulado “O Brasil Racista”, segundo o modelo da obra com o título cientificamente inqualificável, “La France Raciste”, de um sociólogo mais atento às expectativas do campo jornalístico do que às complexidades da realidade?” Igual desafio me coloca a Folha.

Eu respondo sim, somos um país racista, se por racismo entendermos a disseminação no nosso cotidiano de práticas de discriminação e de atitudes preconceituosas que atingem prioritariamente os pardos, os mestiços e os pretos. Práticas que diminuem as oportunidades dos negros de competir em condições de igualdade com pessoas mais claras em quase todos os âmbitos da vida social que resultam em poder ou riqueza.

Do mesmo modo, até recentemente era difícil achar uma face negra na TV brasileira, em comerciais ou em programas de entretenimento ou informação. Casos de violência policial contra negros eram comuns, como o era a detenção de negros por suspeição ou a proibição de usarem o elevador social em edifícios residenciais.

A presença de negros nas universidades, como professores ou alunos, continua muito abaixo da proporção de negros em nossa população. Para culminar, o descaso dos poderes públicos para com os bairros periféricos ou as regiões mais pobres do país torna ainda mais sofríveis os indicadores sociais relativos a pretos e pardos.

As desigualdades raciais, ou seja, os diferenciais de renda, saúde, emprego, educação etc. entre brancos, de um lado, e pretos e pardos, de outro, são gritantes e estão muito bem documentadas. A julgar pelos resultados, portanto, somos racistas. E esse é o modo como, no mundo atual, a sociologia e as instituições internacionais definem o racismo. Não é pelas intenções, pelas doutrinas ou pela consciência racial, mas pelo resultado de uma miríade de ações e omissões. Como funciona o nosso “racismo como conseqüência”?

Desde os anos de 1940 o sabemos. Não classificamos por raça, mas por cor. Não acreditamos em grupos de descendência chamados “raças”. Os nossos “grupos de cor” são abertos, podem se alterar de geração a geração, podem conviver com certa mobilidade individual. São classes, no sentido weberiano. Temos e cultivamos, portanto, classes de cor.

Mas, apesar de fronteiras incertas para o olhar europeu, não há dúvidas de que pessoas e famílias no Brasil pertencem a classes de cor bem determinadas, se fixarmos um momento no tempo. “Cores” são tão socialmente construídas quanto as “raças” e delas derivadas.

Discriminamos abertamente as pessoas por classe de cor ou de renda, por local de nascimento ou aparência física etc. Todas essas discriminações são feitas em muito boa consciência porque não acreditamos em “raças”.

Não creio, entretanto, que nosso racismo seja pior, como querem alguns militantes, porque mais difícil de ser combatido e revertido. Nos últimos dez anos, melhorou o respeito aos direitos individuais, e a representação de demandas coletivas se revigorou no Brasil. Reconhecemos o nosso racismo. Isso levou a uma sensível mudança de atitude, políticas novas estão sendo testadas.

Como explicar de outro modo a implantação de ações afirmativas ou programas de inclusão social em tantas universidades públicas; a contratação de artistas e jornalistas negros pelos meios de comunicação; a criminalização da discriminação; a diminuição das arbitrariedades policiais contra os negros; o reconhecimento das terras quilombolas etc.?

Tudo isso, porém, não podia ser feito sem que um movimento social poderoso se organizasse em torno da reivindicação de igualdade racial contando com a solidariedade internacional. Um “imperialismo cultural” de conseqüências republicanas e democráticas, eu diria. Alguns temem que as “classes de cor” se tornem “raças” pela força da lei, ou seja, pelas políticas de inclusão social e racial. Espero que se dê algo bem diferente: se eficientes, essas políticas podem dissolver o racismo que subsiste sob as classes de cor.


ANTONIO SÉRGIO ALFREDO GUIMARÃES, 57, Ph.D em sociologia pela Universidade de Wisconsin-Madison, é professor titular do Departamento de Sociologia da USP. É autor, entre outras obras, de “Racismo e Anti-Racismo no Brasil” e “Classes, Raças e Democracia

Manuel Castells: fontes

Resumo do Livro O Poder da Identidade, aqui. Palestra do Castells, nesta URL. Página do autor, na Berkeley, University of California. E-mail do autor. Website.

Jamais fomos modernos.

Jamais fomos modernos. Neste livro Bruno Latour, desenvolve uma primeira formulação do que chamou de uma “antropologia simétrica”. Acerca disto veja esta entrevista.

“a construção de um fato é um processo tão coletivo que uma pessoa sozinha só constrói sonhos, alegações e sentimentos, mas não fatos” (Latour, 2000: 70).

Fontes de pesquisa medieval

Bizantine& Medieval Links
Byzantine Empire Chronologt
Bizance Web
Bizantium Bizantium Online Resources
BUBL. Medieval History Camelot Project
Chute de l’Empire Carolingien
Christian Classics
<a href=”http://www.geocities.com/fegarc/Classics at Oxford
Croisades
Cronologia di Firenze
Doges of Venice
Documentos para el estudio de la Historia de la Iglesia Medieval
Early Church Documents
Einhard: The Life of Charlemagne
El Cid
EdadMedia, feudalismo
Empire Carolingien
Enlaces a España Medieval
Early Church Documents
Enlaces de Interés para Historia Medieval
Epocas de la Historia de España
España: la crisis del siglo XIV y XV
EuroDocs
Fuentes medievales
Galicia: Historia Medieval
Généalogie des Rois de France
Geoffrey de Villehardouin [b.c.1160-d.c.1213]:Memoirs or Chronicle of The Fourth Crusade and The Conquest of Constantinople
Geschichte im Mittelalter
Geschichte Mittelalter
Gregory of Tours (539-594): History of the Franks: Books I-X
Guerre de Cent Ans
Hippone
Histoire médiévale-liens
Historia Del Islam
Historia del Islam.Edad Media
Historia medieval a través de los textos
Historia del Celibato en la Iglesia Católica
Histoire médiévale de l’Afrique
Historische Hilfswissenschaften
Histoire médiévale
History of the Medieval Church
Hundred Years’ War
Internet Islamic History Sourcebook
Internet Medieval Sourcebook
Italian Medieval History WWWVL
La conquistra musulmana del siglo VIII
Les Capetiens
Mittelalterliche Geschichte
Das Mittelalter im Internet
Jean de Joinville; Memoirs
Joan d’Arc sites
Jehanne D’Arc archive
La Deuxième Croisade Third Crusade La Quatrième Crousade Labyrinth
La Dottrina della Chiesa Ortodossa
La France.De la fin de l’Antiquite
La guerre de cent ans
Le Moyen Age par F.Mrugala
Les Carolingiens
Les Mérovingiens
L’Histoire de l’Eglise
La Monarquía Hispánica
La técnica de Inquisición
Le Moyen Age Hypersites
Le Moyen Age-répertoire de liens
Le roi Charles V et son temps (1338-1380)
Les arts au Moyen Age
Les Capetiens
Les Carolingiens
Les Croisades chrétiennes en Orient
Les Mérovingiens
Les Valois
Liens Utiles
Liste de liens traitant du Moyen Age
Marco Polo-Viajes
Medieval and Renaissance Europe
Medieval and Renaissance Europe
Medieval Europe
Medieval England
Medieval Europe
Medieval Full Texts Sources
Medieval Italy
Medieval Japanese History
Medieval Societies
Medieval Sourcebook
Mittelalterliche Geschichte Handschriften
Moyen Age en France
Moyen Age lieu
Musiques du Moyen Age
Netserf
Medieval Theology Resources
Mittelalteregeschichte
Páginas medievales
Parzival
Polo Informatico Medievistico (Firenze)
Repertorium Chronicarum
Quellentexte zur mittelalterlichen Geschichte und Geschichte der Juden
Rois français du moyen âge
Saxon time (Britannia.com)
Il Concilio di Nicea II
Site da história Islámica
Storia di Firenze
La Storia di Firenze
La Storia di Venetia
The Anglo Saxon Chronicle
The Catholic Encyclopoedia
The Domesday Book
Vikings and Scandinavian History
Vie quotidienne au Moyen Age
Virtual History of Venice
WWW Medieval Resources

Fontes…

CMA Bibliographies: Annotated Anthropology Bibliography

Conrad

Recorde-se que o Malinowski era leitor de Conrad. O Coração das Trevas é um relado tão denso quanto belo. A obra completa você encontra aqui.
“‘The horror! The horror!’
“I blew the candle out and left the cabin. The pilgrims were dining in the mess–room, and I took my place opposite the manager, who lifted his eyes to give me a questioning glance, which I successfully ignored. He leaned back, serene, with that peculiar smile of his sealing the unexpressed depths of his meanness. A continuous shower of small flies streamed upon the lamp, upon the cloth, upon our hands and faces. Suddenly the manager’s boy put his insolent black head in the doorway, and said in a tone of scathing contempt:
“‘Mistah Kurtz—he dead.’