Etnografia no Virtual

um olhar antropológico na WEB

Arquivo para etnografia

Os Índios na História do Brasil – site!

Eu amo etnologia. Leio tudo que posso. Um dos grandes mestres na área é um professor maravilhoso: John M. Monteiro, fui aluna dele em algumas matérias, mas uma em especial: Antropologia do Brasil. O site deste professor, Os Índios na História do Brasil, possui informações, estudos e imagens a respeito do tema. Imperdível.


Esta página é um projeto de John M. Monteiro, professor livre-docente do Departamento de Antropologia da Unicamp, vinculado ao Projeto de Produtividade em Pesquisa do CNPq “A Voz e a Vez dos Índios” e ao Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena da UNICAMP

Fontes…

CMA Bibliographies: Annotated Anthropology Bibliography

Ethnography on the Move: From Field to Net to Internet

Um artigo de Andreas Wittel

Abstract: Traditional ethnographies have been based on the ideas of locality. But with the rise of globalisation processes this concept has been increasingly questioned on a theoretical level. In the last decade, US-American anthropologists called for multi-sited ethnographies. However, the practical implications for research with such a shift have not been broadly discussed yet. Now, with the internet and different kinds of virtual interaction patterns, ethnographic work faces a new challenge. This paper argues that it is necessary to focus on the implications of fieldwork in virtual settings for ethnographic practice.
Key words: ethnography, multi-sited ethnography, virtual reality, internet

NA GENÔMICA E NO MITO: AS ORIGENS DISCURSIVAS QUE TENTAM DEFINIR O LUGAR DA RAÇA

Nos sites pesquisados aparecem dois tipos de relações discursivas: ora se articulam a referências que se pretendem científicas, por se valerem de uma gramática biologista, ora se associam a “verdades absolutas” (ELIADE:1992:108) cifradas em códigos simbólicos demarcados numa atmosfera profundamente mítica, estabelecem condições para que seu léxico se pretenda irrefutável. O discurso racista regula, seleciona, organiza, redistribui e articula poderes e perigos: a supremacia racial branca está no epicentro das discussões acerca dos poderes e a ameaça de sua extinção, em particular pela possibilidade de casamentos inter-raciais ou por adoção de crianças negras, emoldura as discussões a respeito dos perigos. Impera um direito de falar privilegiado ou exclusivo, exercido apenas pelos responsáveis dos sites, geralmente líderes de movimentos “que lutam pelos ideais da supremacia ariana” (EM, NA, V88), ou por militantes destes movimentos, freqüentemente para narrar como se descobriram portadores do “precioso sangue” (3W), e como esta descoberta transformou sua vida, afastando-os dos perigos que envolvimentos afetivos com judeus ou negros apresentariam. Os sites delimitam tabus: qualquer tentativa de se tecer um mínimo elogio a negros e judeus, em fóruns ou listas de discussão, provoca reações fortíssimas, muitas vezes expulsões

etnografia virtual

A primeira questão com a qual me deparei na etnografia do virtual foi a dificuldade de tecer “limites”: se há por um lado, uma “cultura digital”, ou seja, “um conjunto etnográfico que, do ponto de vista da pesquisa, apresenta, com relação a outros, afastamentos significativos” (LEVI-STRAUSS: 1976), há por outro lado, o fato de que a digitalização é um artefato cultural. Assumir a Internet como produto tecnológico, artefato cultural capaz de gerar e gerir outros artefatos culturais, como o discurso racista analisado no presente texto, e ao mesmo tempo de emoldurar uma linguagem e um sistema de relações específico, implica, um pouco mais que dar conta da dupla dimensão do ciberespaço: simultaneamente cultura e como artefato cultural.

Etnografia Virtual na UNED

Um trecho do debate com Christine Hine:

Há algum elemento distintivo na etnografia virtual? Ou a etnografa virtual é unicamente a mesma etnografia clássica com um novo objeto de estudo: Internet. Christine Hine deixou no ar estas perguntas depois de finalizar sua conferência magistral organizada pelo grupo de trabalho do OCS ‘Etnografias do digital’/EtnoVirtual (http://www.uned.es/etnovirtual) e dentro do programa do III congresso do OCS. Professora da Universidade de Surrey (Gran Bretanha), Christine Hine é uma das investigadoras mais reconhecidas no âmbito dos estudos de Internet, concretamente no âmbito da etnografia. Com o título de ‘Virtual Ethnography: directions and connections’, Hine fez uma apresentação da investigação que realizou durante os últimos três anos. Uma etnografia que parte do Museu de História Natural de Londres, para seguir, através de conexões heterogêneas, as práticas de classificação e digitalização que realizam os botânicos e responsáveis domuseu. Sua obra publicada no ano 2000, ‘Virtual Ethnography’ (Sage, traduzido ao espanhol, ‘Etnografía virtual’, UOC, 2004], constitue uma referência para o estudo social e antropológico da Internet. Recentemente editou um novo livro, intitulado Virtual Methods: Issues in Social Research on the Internet’ (Oxford, 2005) no qual propõe diferentes aproximações metodológicas para o estudo qualitativo da Internet. E no ano que vem aparecerão dois novos trabalhos, um artigo no Journal of Computer Mediated Communication (JCMC) intitulado ‘Connective ethnography for the exploration of e-science y um volume editado por MIT Press com o título ‘Systematics as cyberscience: computers, change and continuity in science’.

Há algum elemento distintivo na etnografia virtual? Ou a etnografa virtual é unicamente a mesma etnografia clássica com um novo objeto de estudo: Internet. Christine Hine deixou no ar estas perguntas depois de finalizar sua conferência magistral organizada pelo grupo de trabalho do OCS ‘Etnografias do digital’/EtnoVirtual.

um exercício de descrição…

muito interessante, foi disponibilizado pelo Blog Oficina de etnografia, aqui.

A partir desta imagem…