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Este canto das Edda nos descreve a cruxificação de Wotan na arvore Yggdrasil, do Espanto, seu sacrifício por nove noites, dependurado, sem bebida que pudesse diminuir seu sofrimento, ferido pela lança. Nem sequer seu corvo lhe trouxe Hidromel. Até que Wotan descobriu as Runas e, com elas pode liberar-se. Assim o Herói, depois de apoderar-se do segredo, de recuperar o grande poder, se fez mais que um Deus e entregará a seus guerreiros.Segundo o professor Hermann Wirth, as Eddas e as Runas tem uma antiguidade entre 10.000 a 6.000 anos.

WOTAN E AS RUNAS
E WOTAN DIZ:

“EU SEI QUE FIQUEI DEPENDURADO

NOVE LONGAS NOITES

NA ÀRVORE, GELADA PELOS VENTOS
DO NORTE.

PELA LANÇA FERIDO, NO SACRIFÍCIO DE WOTAN.

EM MIM MESMO, EM SÍ MESMO.

NA SOBERBA ÀRVORE,

DA QUAL OS HOMENS NADA SABEM,NEM DE QUE RAÍZ BROTOU.
NÃO ME FOI OFERECIDO ALIMENTO,

NEM HIDROMEL EM CHIFRE,

PARA CONSOLAR-ME.

PARA BAIXO VIGIAVA MEU OLHO,

QUEIXANDO-ME LANCEI AS RUNAS.

ENTÃO CAÍ POR TERRA. NOVE CANTOS APRENDI DO GUERREIRO,

O GUERREIRO DA BESTLA, O FILHO DE BÖLTHORN.

DO MAIS NOBRE BEBÍVEL BEBÍ UM GOLE.
E A FLORECER COMECEI,

TAMBÉM A MADURAR.

SÁBIO CHEGUEI A SER.

A PALAVRA ME GUIAVA,

DE PALAVRA EM PALAVRA.

A OBRA, DE OBRA EM OBRA”.

No livro dos academicos franceses Lucien Musset e Fernand Mossé “Introduction a la Runologie”( Paris,Aubier-Montaigne, 1965 ), se defende que as Runas são uma tentativa da gente primitiva para fabricar um alfabeto rudimentário.

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Runas, fontes

As runas são uma antiga forma de alfabeto, desenvolvidas na Dinamarca(Igreja e Pedras Rúnicas da Colina Jelling) na Noruega (Museu do Barco Viking) e e na Suécia. A palavra “RU” é de raiz indo-européia “to rown”, “roon” ou “round”, e o significado é cochichar, sussurrar, murmurar, segredo, mistério. Estas palavras eram conhecidas entre os povos anglo-saxônicos, durante o começo da Idade Média. Já a palavra “RUN”, provavelmente veio do alemão antigo, que significa aquele que sussurra. Alguns etimologistas sugeriram que o termo “runa” designa não apenas um sussurrador de segredos, como também uma “pessoa que sabe”, “um sábio” que pratica as artes secretas da magia… Elas aparecem nos Eddas, tanto no poético, como no em prosa. Uma fonte, aqui. Outra, nesta URL.

do Edda…

Estive assim, dependurado de cabeça pra baixo naquela árvore sem princípio nem fim. Ali onde o vento açoita e assobia, enlouquecendo almas. Durante nove noites, negras e tenebrosas, ferido por minha espada, derramei meu cálice de sangue por Odin, oferecendo-me como uma oferenda única.
Amarrado e ferido, fiquei olhando raízes. Raízes que se perdem nas profundezas da Terra, afundam no seio da Mãe e com ela se fundem. Ninguém de comer me deu, nem de beber, nenhum conforto. Comtemplei o mais fundo abismo, onde o purgatório termina e começa o inferno.
Então vi!!!…. Estavam ali flutuando no ar, como frutos, como sementes da Árvore da Vida. Agarrei essas sementes marcadas com símbolos desconhecidos e as comi. Esperei a Morte amiga trazer consolo. Mas em vez disso, as pedras falaram comigo. Revelaram segredos do Antes, do Agora, do Dia longínqüo, ainda por vir… Quanta sabedoria emanava dali!
Saltando de pedra em pedra, conheci a Árvore do Mundo nas runas de Odín no Yggdrasil.


Isabel Aguirre Escreveu esse conto baseando-se na tradução para o castelhano do norueguês antigo de Las Edda en verso (c.1200 dC).

Fontes de pesquisa

Em português há um imenso material acerca das sagas em http://www.boulhosa.net/bibliografia.htm e outros links disponíveis em http://www.sobresites.com.br/vikings/sagas.htm%20e um guia de conjugação verbal em http://www.verbix.com/languages/oldnorse.shtml Um site interessante versa acerca da pesquisa de Ramon Llull, o navegador que relatou histórias destes povos em http://www.ramonllull.net/sw_studies/l_br/home.php. Acerca das navegações há http://www.stemnet.nf.ca/CITE/vikingships.htm, e a respeito do papel das mulheres nesta sociedade http://fl.essortment.com/vikingwoman_rbsn.htm e sobre a mitologia geral h´o portal http://www.religioustolerance.org/asatru.htm. acerca das runas consultei http://www.antalya-ws.com/futhark/ , http://www.luth.se/luth/present/sweden/history/viking_age/runes/ e http://www.arild-hauge.com/eindex.htm. Em português há http://www.cetico.hpg.ig.com.br/runas.html e http://www.runas.com.br/index1.php. A relação mais completa de fontes que encontrei, no entanto está, sem dúvida em http://www.boulhosa.net/bibliografia.htm

Outras precisosas: http://www.timelessmyths.com/norse/ring.html Cycle of the Ring e http://runeberg.org/ Project Runeberg